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MPF aciona Justiça para garantir aplicação da Lei de Cotas na Universidade Federal do Amazonas

MPF entrou com ação civil para garantir a aplicação da Lei de Cotas na Ufam em vagas remanescentes.

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MPF pede aplicação da Lei de Cotas em vagas ociosas da Ufam e condenação de R$ 5 milhões.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para garantir a aplicação da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) nas seleções da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) destinadas ao preenchimento de vagas ociosas. A ação, que questiona normas do Ministério da Educação (MEC) e regras internas da universidade, busca assegurar que as vagas remanescentes sejam preenchidas de acordo com a política afirmativa estabelecida pela lei.

De acordo com o MPF, a Portaria Normativa n° 18/2012 do MEC e a Resolução n° 47/2014 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Ufam excluem a aplicação da Lei de Cotas em processos seletivos para vagas não preenchidas após os processos regulares. O MPF argumenta que essa prática contraria o objetivo da legislação, que visa promover a inclusão de estudantes de escolas públicas, pessoas negras, indígenas e com deficiência no ensino superior.

A ação do MPF destaca que, atualmente, as vagas destinadas a cotas podem ser preenchidas por ampla concorrência, o que reduz a efetividade da política pública. O órgão sustenta que atos administrativos não podem restringir direitos previstos em lei, especialmente em se tratando de políticas voltadas à promoção da igualdade.

Em caráter de urgência, o MPF solicita a suspensão dos trechos normativos que autorizam a exclusão das cotas e a aplicação imediata da Lei de Cotas em todos os processos seletivos para vagas ociosas. Além disso, o MPF pede a condenação da União e da Ufam ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo, destacando a importância de garantir o acesso igualitário ao ensino superior para todos os grupos sociais.

O que aconteceu

O MPF entrou com uma ação civil pública para garantir a aplicação da Lei de Cotas na Ufam.

Por que importa

A ação visa assegurar que as vagas ociosas sejam preenchidas de acordo com a política de inclusão, evitando que sejam ocupadas por ampla concorrência.

Números da matéria

  • R$ 5 milhõescondenação por dano moral coletivo solicitada pelo MPF

Pontos-chave

  • MPF ajuizou ação civil pública para garantir a aplicação da Lei de Cotas na Ufam.
  • A ação questiona normas do MEC e regras internas da Ufam que excluem cotas.
  • MPF pede a suspensão de trechos normativos que autorizam a exclusão das cotas.
  • A condenação solicitada é de R$ 5 milhões por dano moral coletivo.
  • A prática atual pode reduzir a efetividade da política de cotas.

Frases-chave

"A política de ações afirmativas deve ser aplicada em todas as formas de acesso".

"Atos administrativos não podem restringir direitos previstos em lei".

Fonte original: MPFleia a matéria completa no site original

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