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MPF 26 de maio de 2026

MPF reforça pedido de anulação de licenciamento do Projeto Potássio Autazes por violações de direitos

MPF solicita anulação do licenciamento do Projeto Potássio Autazes devido a violações de direitos humanos.

MPF destaca irregularidades no licenciamento do Projeto Potássio Autazes e pede suspensão imediata das atividades.

O Ministério Público Federal (MPF) reiterou seu pedido de anulação das licenças concedidas para o Projeto Potássio Autazes, localizado no Amazonas, devido a graves violações de direitos humanos e territoriais. Em uma manifestação enviada à Justiça Federal, o MPF solicita que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assuma a responsabilidade exclusiva pelo licenciamento ambiental do projeto e pede a suspensão imediata das atividades de pesquisa e exploração mineral na região.

O MPF argumenta que o licenciamento realizado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) é inválido, uma vez que o projeto impacta diretamente terras indígenas, que são de propriedade da União. O empreendimento está situado a apenas 2,52 quilômetros da aldeia Soares e faz limite com a Terra Indígena Jauary, afetando o território tradicional do povo Mura. Além disso, o MPF destaca que os direitos de consulta livre, prévia e informada às comunidades indígenas afetadas foram violados, conforme estipulado pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O documento do MPF também menciona que as reuniões com as comunidades indígenas ocorreram de forma tardia, após a concessão da Licença Prévia pelo Ipaam. O órgão relata ainda episódios de pressão e interferência por parte da mineradora nas aldeias, o que compromete a legitimidade do processo de consulta. Essa manifestação é parte de uma ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2016 contra a empresa Potássio do Brasil, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ipaam e outros órgãos envolvidos no licenciamento do projeto.

Na ação, o MPF questiona a legalidade do licenciamento ambiental conduzido pelo estado do Amazonas e pede a suspensão do projeto até que todas as determinações legais sejam cumpridas. Em maio de 2024, o MPF protocolou um novo pedido à Justiça para suspender a licença de instalação concedida à Potássio do Brasil, mas até o momento não houve decisão da Justiça Federal sobre o caso.

Em agosto de 2025, o MPF apresentou um novo pedido de suspensão das licenças do projeto, acompanhado de laudos periciais antropológicos e ambientais que evidenciam irregularidades e falhas graves nos procedimentos e estudos ambientais, além de desrespeito aos direitos dos povos afetados. A Ação Civil Pública nº 0019192-92.2016.4.01.3200 está em tramitação na 1ª Vara da Justiça Federal no Amazonas.

O que aconteceu

O MPF reforçou o pedido de anulação das licenças do Projeto Potássio Autazes por violações de direitos humanos e territoriais.

Por que importa

As violações apontadas pelo MPF incluem a falta de consulta adequada às comunidades indígenas e a proximidade do projeto com terras indígenas.

Pontos-chave

  • MPF pede anulação das licenças do Projeto Potássio Autazes.
  • Licenciamento é considerado inválido por afetar terras indígenas.
  • Direitos de consulta às comunidades indígenas foram violados.
  • Ação civil pública contra a Potássio do Brasil tramita desde 2016.
  • Novos laudos apontam irregularidades no processo de licenciamento.

Fonte original: MPF — leia a matéria completa no site original

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