Buzetti alerta sobre impactos econômicos da proposta e critica a falta de debate sobre alternativas.
A suplente de senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), criticou a recente tentativa do PL de aprovar a jornada 4×3 na Câmara dos Deputados, proposta originalmente apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol). Em declarações feitas na quarta-feira (27), Buzetti destacou que a discussão ocorre em um momento eleitoral, o que, segundo ela, influencia a condução do debate e pode trazer sérios impactos econômicos, especialmente para pequenos e médios empresários do setor de serviços.
Buzetti alertou que a implementação da jornada 4×3 resultará em um aumento de 10% nos custos salariais, que inevitavelmente será repassado ao consumidor. "Quem vai pagar a conta é o consumidor. Os produtos vão ficar mais caros", afirmou, ressaltando que a mudança prejudicará toda a cadeia de serviços, incluindo padarias e restaurantes. A suplente também defendeu a adoção de modelos de contratação mais flexíveis, como o contrato por hora trabalhada, que permitiria maior adaptabilidade às necessidades dos trabalhadores e empregadores.
A empresária criticou a falta de abertura para discutir alternativas à jornada 6×1, afirmando que a proposta atual é a única aceita. Buzetti classificou como "covardia" discutir o fim da escala 6×1 em um período eleitoral e previu que a proposta não encontrará resistência no Senado. Ela também alertou sobre possíveis disputas judiciais decorrentes da mudança, que poderiam afetar acordos coletivos já firmados entre empresas e sindicatos.
O que aconteceu
Margareth Buzetti (PP) criticou a proposta do PL sobre jornada 4×3 na Câmara dos Deputados, alertando para seus impactos econômicos.
Por que importa
A proposta pode aumentar os custos para empresas e consumidores, afetando especialmente pequenos e médios empresários.
Pontos-chave
- Margareth Buzetti (PP) criticou a movimentação do PL na Câmara dos Deputados sobre a jornada 4×3.
- Ela alertou que a proposta terá impactos econômicos significativos para pequenos e médios empreendedores do setor de serviços.
- Buzetti acredita que a proposta não encontrará resistência no Senado e que os custos serão repassados ao consumidor.
- A suplente defendeu modelos de contratação mais flexíveis, como o contrato por hora trabalhada.
- Ela criticou a falta de abertura para discutir modelos alternativos à jornada 6×1.
Frases-chave
"Todo mundo vai ter 10% de aumento no custo do salário que está pagando, as empresas vão repassar e o serviço público?"
"Quem vai pagar a conta é o consumidor. Os produtos vão ficar mais caros, tudo vai ficar mais caro."
"É uma covardia discutir isso nesse período."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original