Lúdio convoca secretário para esclarecer contratos do BRT que ultrapassam R$ 530 milhões
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) convocou o secretário Marcelo de Oliveira para explicar contratos do BRT.
Deputado questiona aumento de R$ 51,5 milhões em contratos de obras do BRT em Cuiabá.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) convocou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre os contratos do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, que já ultrapassam R$ 530 milhões. O requerimento nº 363/2026 foi aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o secretário deverá comparecer no dia 11 de junho. Lúdio expressou preocupação com os impactos do atraso nas obras, que afetam motoristas e usuários de transporte público, citando que menos da metade do trecho 1, que vai do aeroporto até o final da Avenida do CPA, foi concluído até agora.
Em maio, a Assembleia havia aprovado a convocação do secretário, mas a audiência foi transformada em convite, o que resultou na ausência de Marcelo de Oliveira, que alegou compromissos urgentes. Lúdio criticou essa postura, afirmando que o governo não pode tratar as convocações da Assembleia com descaso, especialmente considerando que a promessa de conclusão das obras era para dezembro de 2022. O deputado destacou que a população de Cuiabá e Várzea Grande continua enfrentando transtornos no trânsito devido à obra inacabada.
Entre os pontos que Lúdio deseja esclarecer está o contrato das estações do BRT, firmado em dezembro de 2025 por R$ 120,4 milhões. Ele apontou que esse valor é R$ 51,5 milhões maior que o de outra dispensa feita pela Sinfra para a mesma obra, que foi de R$ 68,8 milhões. As dispensas eletrônicas nº 08/2025 e 09/2025 foram parte do fatiamento dos contratos após a rescisão do contrato anterior com o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, encerrado em março do ano passado. A empresa Lotufo Engenharia e Construções Ltda. venceu a dispensa 09/2025.
Além disso, o lote 01, que abrange as obras de infraestrutura e pavimentação entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Hospital de Câncer no CPA, foi contratado por R$ 155,1 milhões com o Consórcio Integra BRT, que inclui a Lotufo Engenharia, Guaxe Construtora e Encomind Engenharia. O lote 03, que envolve a construção dos Terminais do BRT e do Centro de Controle Operacional (CCO), foi firmado em abril de 2026 por R$ 128 milhões com a mesma empresa. Até o momento, a Sinfra não realizou licitação para as obras de infraestrutura do eixo do BRT na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Lúdio também criticou a falta de licitações, afirmando que, até agora, foram realizadas apenas três dispensas, quando deveria haver licitações para acelerar a conclusão das obras. Ele espera que as questões levantadas sejam respondidas na audiência marcada para junho, já que a população continua a sofrer com os transtornos causados pela obra do BRT.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) convocou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, para esclarecer contratos do BRT que já somam mais de R$ 530 milhões.
A convocação se dá em meio a críticas sobre o atraso nas obras e aumentos nos valores dos contratos, afetando a mobilidade urbana.
Números da matéria
Pontos-chave
- O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) convocou o secretário Marcelo de Oliveira para esclarecer contratos do BRT.
- Os contratos do BRT em Cuiabá e Várzea Grande já somam mais de R$ 530 milhões.
- Lúdio questiona um aumento de R$ 51,5 milhões em um contrato para a construção das estações do BRT.
- O secretário não compareceu à audiência marcada para o dia 25 de maio, alegando compromissos urgentes.
- A conclusão das obras do BRT estava prevista para dezembro de 2022, mas ainda não foi finalizada.
Frases-chave
"São motociclistas correndo o risco de perder a vida no trânsito dessas avenidas…"
"O governo não pode tratar as convocações da Assembleia da mesma forma que trata a obra do BRT."
"A promessa, em 2020, era concluir toda a obra até dezembro de 2022."
"Esses são alguns dos esclarecimentos que eu espero ter da Sinfra e do Governo do Estado."
Fonte original: Isso e Noticia – Politica — leia a matéria completa no site original
Redação do Opinião 360.
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