Dois pedidos de CPI foram protocolados após denúncia do prefeito Abilio Brunini (PL).
A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, em 28 de maio de 2026, dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação (SME). Os requerimentos foram apresentados após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmar nas redes sociais que a prefeitura abrirá uma investigação com o apoio da Controladoria-Geral do Município. A investigação se concentrará na gestão do ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em março deste ano, e atualmente a pasta é comandada interinamente por Reginaldo Teixeira.
Em meio à repercussão sobre as alegações de irregularidades, Amauri Monge negou qualquer má conduta, afirmando que mais de R$ 100 milhões destinados à Educação foram utilizados para cobrir despesas e alterar a percepção das contas públicas da prefeitura em 2026. Os pedidos de CPI foram protocolados pelo vereador Demilson Nogueira (PP) e pela vereadora Maysa Leão (Republicanos). A Câmara informou que o requerimento de Demilson foi protocolado cerca de três minutos antes do de Maysa, mas a análise considerará o momento em que cada proposta atingiu o número mínimo de assinaturas exigidas. O pedido de Maysa alcançou as nove assinaturas necessárias antes do requerimento de Demilson.
Ambos os processos foram encaminhados à Procuradoria-Geral Legislativa, que deve emitir um parecer técnico e jurídico em até 48 horas para definir qual pedido terá prioridade na tramitação. A Câmara também destacou que já existem cinco CPIs em andamento, o que limita a instalação de uma nova CPI da Educação até o encerramento de uma das comissões atuais. Maysa Leão comentou que a disputa gira em torno do controle da comissão, incluindo a definição de quem apresentará o requerimento e quem ocupará a presidência da CPI. O vereador Demilson não foi localizado para comentar a situação até a publicação desta reportagem.
O que aconteceu
A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu dois pedidos de CPI para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões na Educação.
Por que importa
A investigação pode revelar irregularidades significativas na gestão de recursos públicos na Secretaria Municipal de Educação.
Números da matéria
- R$ 80 milhões — suposto rombo na Secretaria Municipal de Educação (SME)
- R$ 100 milhões — recursos destinados à Educação que teriam sido usados para cobrir despesas
- 48 horas — prazo para emissão de parecer técnico e jurídico sobre os pedidos de CPI
Pontos-chave
- A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, nesta quinta-feira (28), dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação (SME).
- Os pedidos foram apresentados após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmar nas redes sociais que a prefeitura abrirá uma investigação sobre o caso.
- Amauri Monge, ex-secretário da Educação, nega qualquer irregularidade e afirma que mais de R$ 100 milhões destinados à Educação teriam sido usados para cobrir despesas e alterar a percepção das contas públicas da prefeitura em 2026.
- Os pedidos de CPI foram protocolados pelos vereadores Demilson Nogueira (PP) e Maysa Leão (Republicanos).
- A Câmara informou que a análise dos pedidos está em andamento e um parecer técnico e jurídico deve ser emitido em até 48 horas.
Frases-chave
"A prefeitura abrirá uma investigação, com apoio da Controladoria-Geral do Município, para apurar o suposto desvio."
"Mais de R$ 100 milhões destinados à Educação teriam sido usados para cobrir despesas e alterar a percepção das contas públicas da prefeitura em 2026."
"A disputa gira em torno do controle da comissão, incluindo a definição de quem apresentará o requerimento e de quem ocupará a presidência da CPI."
Fonte original: G1 — leia a matéria completa no site original