Prefeito de Cuiabá questiona prioridades de pagamento na Educação após saída de Amauri Monge.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta quinta-feira (28) que rompeu com o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, após um polêmico pagamento de R$ 21 milhões em contratos de materiais didáticos. Abilio revelou que o pagamento, realizado em janeiro, coincidiu com um período crítico para a rede municipal, que enfrentava dificuldades para se preparar para o retorno às aulas. "Ele pagou R$ 21 milhões em livro, foi para a Espanha e deixou a gente aqui se ferrando para poder arrumar as escolas", criticou o prefeito.
Abilio relatou que a relação de confiança entre ele e Amauri foi severamente abalada, levando à saída do ex-secretário. Apesar das críticas, o prefeito elogiou a capacidade técnica de Amauri, mas questionou as decisões que, segundo ele, foram equivocadas. Ele destacou que, enquanto os contratos de livros eram quitados, as escolas enfrentavam problemas estruturais e fornecedores não recebiam pagamentos. "As escolas estavam precisando de dinheiro para comprar material de limpeza", enfatizou.
O prefeito também mencionou que a investigação em curso busca esclarecer quem autorizou os pagamentos e reforçou que ainda não responsabiliza diretamente nenhum servidor ou ex-gestor. Por outro lado, Amauri Monge defendeu sua gestão, negando irregularidades e afirmando que todos os contratos passaram por aprovações necessárias. Ele acusou a atual administração de usar a situação como uma "cortina de fumaça" para esconder dificuldades financeiras na Educação, alegando que a Prefeitura deixou mais de R$ 100 milhões em despesas para o ano atual. Abilio rebateu essa afirmação, explicando que restos a pagar são parte da dinâmica orçamentária da administração pública.
O que aconteceu
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, rompeu com o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, após um pagamento de R$ 21 milhões em contratos de materiais didáticos.
Por que importa
A situação levanta questões sobre a gestão financeira da Secretaria de Educação e a prioridade dada aos pagamentos em meio a dificuldades nas escolas.
Números da matéria
- R$ 21 milhões — pagamento em contratos de materiais didáticos
- R$ 80 milhões — valor total dos contratos de materiais didáticos em investigação
- R$ 100 milhões — despesas deixadas pela Prefeitura para o ano atual
Pontos-chave
- O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rompeu com o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, após divergências sobre o pagamento de R$ 21 milhões em contratos de materiais didáticos.
- O pagamento de R$ 21 milhões ocorreu em janeiro, quando as escolas enfrentavam dificuldades para se preparar para o retorno às aulas.
- Abilio suspendeu os pagamentos até a conclusão das auditorias sobre contratos de materiais didáticos e soluções pedagógicas que podem chegar a R$ 80 milhões.
- Amauri Monge nega irregularidades e afirma que todos os contratos passaram pela Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos (Saelc) e pela Procuradoria-Geral do Município (PGM).
- Amauri acusou a atual gestão de usar o tema como cortina de fumaça para esconder dificuldades financeiras na Educação, afirmando que a Prefeitura deixou mais de R$ 100 milhões em despesas para este ano.
Frases-chave
"Ele pagou R$ 21 milhões em livros, na véspera da volta às aulas, o cara estava na Espanha. Ele pagou R$ 21 milhões em livro, foi para a Espanha e deixou a gente aqui se ferrando para poder arrumar as escolas."
"O Amauri é um cara muito inteligente, entende muito de educação. Eu só quero entender por que ele tomou algumas decisões que, a meu ver, foram equivocadas."
"Queremos saber quem provocou esses atos administrativos."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original