Max Russi critica abandono da população paraense e sugere plebiscito para definir pertencimento territorial.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), propôs a realização de um plebiscito para ouvir os moradores da área em disputa entre Mato Grosso e Pará, que abrange cerca de 22 mil quilômetros quadrados reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como pertencente ao Pará. A declaração de Russi ocorre em um contexto de impasse judicial e críticas à falta de assistência do governo paraense à população local.
Russi destacou que os habitantes da região utilizam serviços públicos oferecidos por Mato Grosso e estão desassistidos pelo governo do Pará. "Aquela população daqueles municípios é desassistida pelo Pará. O Pará não cuida daquelas pessoas e o Estado de Mato Grosso está brigando por isso", afirmou. Ele enfatizou que a disputa territorial não deve se restringir a questões de arrecadação, mas sim considerar a realidade dos moradores.
O deputado sugeriu que o ministro do STF, Flávio Dino, realize uma consulta popular para definir o futuro da área, afirmando que "o que vale é o ser humano, é a pessoa que mora naquela localidade". Segundo ele, a região teria mais desenvolvimento sob a administração de Mato Grosso, afirmando que "com certeza aquela região estaria bem mais desenvolvida do que está hoje".
A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), respondeu à proposta de plebiscito, afirmando que o estado não abrirá mão da área contestada. "O Pará não se divide, nós não vamos ceder um palmo da terra que pertence aos paraenses", declarou. A disputa territorial envolve os municípios paraenses de Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
Em 2020, o STF decidiu de forma unânime manter os limites territoriais definidos em 1922. No entanto, o governo de Mato Grosso ingressou com nova ação na Suprema Corte em 2023, solicitando a revisão do entendimento sobre parte da área, incluindo a região da Cachoeira das Sete Quedas. Uma audiência de conciliação sobre o caso está marcada para o dia 10 de junho, em Brasília, e será conduzida pelo ministro Flávio Dino.
O que aconteceu
Max Russi (Podemos) propôs um plebiscito para ouvir a população da área disputada entre Mato Grosso e Pará.
Por que importa
A proposta surge em meio a um impasse judicial e críticas à falta de assistência do governo paraense.
Números da matéria
- 22 mil quilômetros quadrados — área em disputa entre Mato Grosso e Pará
- 10 de junho — data da audiência de conciliação marcada pelo STF
Pontos-chave
- Max Russi defende plebiscito para ouvir moradores da área disputada.
- Governadora do Pará afirma que não cederá território a Mato Grosso.
- A área em disputa é reconhecida pelo STF como pertencente ao Pará.
- Audiência de conciliação está marcada para 10 de junho em Brasília.
- Russi critica a falta de assistência do governo paraense à população local.
Frases-chave
"Aquela população daqueles municípios é desassistida pelo Pará."
"Faça um plebiscito, escute as pessoas."
"O Pará não se divide, nós não vamos ceder um palmo da terra que pertence aos paraenses."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original