Djavanderson de Oliveira de Araújo foi condenado por feminicídio e violência psicológica.
Djavanderson de Oliveira de Araújo foi condenado a 29 anos e três meses de reclusão por atear fogo e matar sua ex-namorada, Juliana Valdivino da Silva, em um crime que ocorreu em setembro de 2024. O julgamento, realizado no Tribunal do Júri de Paranatinga, durou mais de quinze horas e culminou na decisão do Conselho de Sentença, que reconheceu a gravidade do ato como feminicídio, caracterizado por motivos fúteis e pela utilização de fogo.
A promotora de Justiça, Fernanda Luiza Mendonça Siscar, destacou que o crime foi cometido em um contexto de violência doméstica e familiar, uma vez que o casal havia convivido por cerca de três anos, mas estava separado há três meses. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) relatou que, após uma discussão, Djavanderson jogou etanol sobre Juliana e ateou fogo, resultando em queimaduras graves que afetaram 90% do corpo da vítima. Juliana foi internada no Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dias depois.
O crime foi premeditado, segundo a investigação. Djavanderson atraiu Juliana de volta ao local do crime sob o pretexto de que havia se envolvido em um acidente e precisava de ajuda. Após uma nova discussão, ele lançou o combustível sobre ela e ateou fogo, impedindo qualquer possibilidade de defesa. Além do feminicídio, o réu também foi denunciado por perseguição e violência psicológica, uma vez que monitorava a vítima por meio da clonagem do celular e exercia controle emocional com ameaças de suicídio.
A sentença fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena, e Djavanderson permanecerá custodiado no Centro de Custódia de Cuiabá para o início imediato da execução da pena. O caso ressalta a gravidade da violência contra a mulher e a necessidade de medidas efetivas para combater o feminicídio e a violência doméstica no Brasil.
O que aconteceu
Djavanderson de Oliveira de Araújo foi condenado a 29 anos e três meses de prisão por matar sua ex-namorada, Juliana Valdivino da Silva, ao atear fogo nela em setembro de 2024.
Por que importa
O caso destaca a gravidade da violência contra a mulher e a necessidade de ações efetivas para combater o feminicídio.
Números da matéria
- 29 anos e três meses — pena de reclusão imposta a Djavanderson de Oliveira de Araújo
- 90% — porcentagem do corpo de Juliana afetada por queimaduras
- 3 anos — tempo de convivência do casal antes da separação
- 15 horas — duração da sessão de julgamento
- setembro de 2024 — mês e ano em que ocorreu o crime
Pontos-chave
- Djavanderson foi condenado a 29 anos e três meses de prisão.
- O crime ocorreu em setembro de 2024, em Paranatinga.
- Juliana sofreu queimaduras em 90% do corpo e não sobreviveu.
- O réu monitorava a vítima e exercia controle emocional sobre ela.
- A condenação destaca a gravidade da violência contra a mulher.
Frases-chave
"O delito foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino."
"Djavanderson também foi denunciado por perseguição e violência psicológica."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original