Ildefonso Nilo da Silva Neto é investigado por fraude de R$ 2,7 milhões.
Ildefonso Nilo da Silva Neto, assessor parlamentar do deputado estadual Júlio Campos (UB), teve sua suspensão do cargo revogada pela juíza Henriqueta Fernanda Lima. A decisão, proferida na última sexta-feira (22), ocorreu após depoimentos de duas vítimas que negaram a participação de Ildefonso em um esquema de fraude tributária que causou um prejuízo estimado de R$ 2,7 milhões aos cofres da Prefeitura de Cuiabá (MT).
A juíza considerou a suspensão anterior desproporcional, especialmente após uma das vítimas reconhecer, em cartório, que havia se equivocado ao implicar Ildefonso. Apesar de retornar ao cargo, que lhe garante um salário de R$ 3,4 mil, ele ainda enfrenta restrições, incluindo a proibição de contato com outros envolvidos na investigação e a retenção de seu passaporte.
A Operação Déjà Vu, que teve início em janeiro de 2025, visa desarticular um suposto esquema de fraudes tributárias. A investigação revelou o uso indevido de credenciais de servidores públicos para realizar cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs) no sistema GATweb, resultando em aproximadamente 133.430 registros de cancelamentos suspeitos. O total estimado de prejuízo aos cofres públicos é de R$ 2.707.158,29.
Além de Ildefonso, outros alvos da operação incluem Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira, que já tiveram mandados de prisão cumpridos. A polícia também está investigando a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro e outros indivíduos relacionados ao esquema.
A juíza enfatizou que, embora os novos depoimentos enfraqueçam os indícios de autoria, as investigações ainda estão em andamento, especialmente no que diz respeito às perícias eletrônicas em dispositivos utilizados nas fraudes. Caso Ildefonso descumpra as restrições impostas, medidas mais severas poderão ser aplicadas, incluindo a possibilidade de prisão.
O que aconteceu
Ildefonso Nilo da Silva Neto, assessor de Júlio Campos, teve sua suspensão revogada pela juíza Henriqueta Fernanda Lima após depoimentos que negaram sua participação em fraude tributária.
Por que importa
A decisão destaca a fragilidade das acusações e a importância de depoimentos testemunhais em investigações de corrupção.
Números da matéria
- R$ 2,7 milhões — prejuízo estimado aos cofres da Prefeitura de Cuiabá
- R$ 3,4 mil — salário de Ildefonso Nilo da Silva Neto como assessor
- 133.430 — número de registros de cancelamentos suspeitos de Certidões de Dívida Ativa
- R$ 2.707.158,29 — total estimado de prejuízo aos cofres públicos municipais
Pontos-chave
- Ildefonso Nilo da Silva Neto é assessor de Júlio Campos (UB).
- A juíza revogou a suspensão do cargo após depoimentos de vítimas.
- Fraude tributária causou prejuízo de R$ 2,7 milhões.
- A investigação resultou em mandados de prisão e busca e apreensão.
- Ildefonso ainda enfrenta restrições legais após a decisão.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original