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Geral há 1 hora

Influenciadoras brasileiras são presas no Egito após vídeos de conotação sexual

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas por supostos atos obscenos em público.

Influenciadoras brasileiras são presas no Egito após vídeos de conotação sexual
Foto: Midia News

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas por supostos atos obscenos em público.

Malévola Alves e Bruna Mercatelli, influenciadoras brasileiras, foram presas em Alexandria, Egito, na terça-feira, 20 de outubro, após a divulgação de vídeos que mostram interações de conotação sexual com homens. Os vídeos, que circularam amplamente nas redes sociais, incluem momentos em que Bruna beija um homem e Malévola levanta sua blusa, enquanto Bruna relata ter tocado nas partes íntimas do rapaz. As duas parecem comemorar a situação, mas Bruna expressa preocupação ao perceber que poderiam estar chamando a atenção da polícia.

O Ministério do Interior do Egito confirmou a detenção, alegando que as brasileiras assediaram pedestres e realizaram gestos considerados obscenos. Embora as imagens sejam semelhantes às descrições feitas pelas autoridades, não está claro se todos os vídeos específicos foram utilizados na investigação. O advogado internacional Marcelo Lucas explicou que a legislação egípcia, especificamente o artigo 306 bis (a) do Código Penal, pode ser aplicada a gestos de natureza sexual dirigidos a outras pessoas, o que inclui o relato de Bruna sobre o toque no homem.

Além disso, o artigo 278 do mesmo código prevê punições para atos considerados atentatórios ao pudor em público. A divulgação dos vídeos também pode ter implicações legais, conforme o artigo 25 da Lei nº 175/2018, que trata de conteúdos que violam os valores familiares da sociedade egípcia. Assim, mesmo que as gravações tenham sido feitas com a intenção de criar conteúdo para as redes sociais, a sua publicação pode ser investigada pelas autoridades.

O Ministério do Interior informou que as influenciadoras admitiram ter gravado e publicado os conteúdos para aumentar suas visualizações nas redes sociais. O caso foi encaminhado ao Ministério Público egípcio para prosseguimento das investigações. Antes da confirmação da prisão, Malévola relatou que ela e Bruna tiveram os passaportes retidos durante um passeio e foram levadas a uma delegacia, onde foram questionadas sobre serem mulheres trans.

O que aconteceu

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram presas no Egito após a divulgação de vídeos considerados obscenos.

Por que importa

A detenção reflete a vigilância rigorosa sobre comportamentos considerados imorais em países do Oriente Médio.

Contexto

A prisão de Malévola Alves e Bruna Mercatelli ocorre em um contexto de crescente vigilância sobre comportamentos considerados imorais em países do Oriente Médio, onde a legislação é rigorosa em relação a atos de conotação sexual em público.

O que vem a seguir

O caso seguirá para o Ministério Público egípcio para avaliação e possíveis acusações.

Números da matéria

20/10data da prisão das influenciadoras
306 bis (a)artigo do Código Penal egípcio relacionado a gestos de conotação sexual
278artigo do Código Penal egípcio que prevê punições para atos atentatórios ao pudor
175/2018Lei egípcia que trata de conteúdos que violam valores familiares

Pontos-chave

  • Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram presas no Egito por vídeos considerados obscenos.
  • Os vídeos mostram interações de conotação sexual com homens nas ruas de Alexandria.
  • O Ministério do Interior do Egito confirmou que as brasileiras assediaram pedestres em público.
  • As influenciadoras admitiram ter gravado os conteúdos para aumentar o número de visualizações nas redes sociais.
  • O caso foi encaminhado ao Ministério Público egípcio para investigações adicionais.

Frases

"Eles estão ligando para a polícia", afirmou Bruna ao perceber a possível reação à abordagem.

"Gravamos e publicamos os conteúdos para aumentar o número de visualizações nas redes sociais", disseram as influenciadoras durante o interrogatório.

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Fonte original: Midia News — leia a matéria completa no site original