Gilberto Cattani defende deputada que nega feminicídio e cita caso da própria filha
O deputado Gilberto Cattani defendeu a deputada Eduarda Campopiano, que nega a existência de feminicídio.

Deputado Gilberto Cattani afirma que sua filha não foi morta por ser mulher.
Em uma declaração controversa, o deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL) defendeu a deputada Eduarda Campopiano (PL), que se tornou conhecida por afirmar que "feminicídio não existe". Cattani, citando o caso de sua filha, Raquel Cattani, assassinada em julho de 2024, argumentou que ela não foi morta por ser mulher, mas devido a um relacionamento abusivo com seu ex-marido, Romero Xavier Mengarde.
Cattani explicou que a morte de sua filha foi resultado de um ato de violência por parte de uma pessoa "totalmente desequilibrada" e não por sua condição de mulher. Ele fez uma distinção entre feminicídio e homicídio, afirmando que, embora o feminicídio seja um agravante legal, a morte de Raquel não se encaixa na definição que considera a condição de gênero como a motivação principal.
Essa posição levanta questões sobre a compreensão e a definição de feminicídio no contexto da violência contra a mulher, especialmente em um momento em que o debate sobre o tema é cada vez mais relevante na sociedade brasileira. Cattani, ao defender sua visão, provoca uma reflexão sobre as nuances do crime e a necessidade de uma discussão mais profunda sobre a violência de gênero.
Gilberto Cattani defendeu a deputada Eduarda Campopiano, que nega a existência de feminicídio, citando o assassinato de sua filha.
A declaração de Cattani provoca um debate sobre a definição de feminicídio e a violência de gênero no Brasil.
Pontos-chave
- Gilberto Cattani (PL) endossou o discurso da deputada Eduarda Campopiano (PL) sobre feminicídio.
- Cattani afirmou que sua filha, Raquel Cattani, não foi assassinada por ser mulher, mas pelo relacionamento que ela tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada.
- Raquel foi morta a facadas em julho de 2024, e o crime teve como réus seu ex-marido, Romero Xavier Mengarde, e o irmão dele, Rodrigo Xavier Mengarde.
Frases-chave
"A pessoa é morta por um motivo. Eu vou falar da minha família, por exemplo: a minha filha não foi assassinada por ser mulher. Ela foi assassinada pelo relacionamento que ela tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada, que tirou a vida dela porque não aceitava o fim do relacionamento."
"Olha só, o feminicídio é um agravante que se coloca em cima da pena. Ela não foi morta por ser mulher. Se o feminicídio diz que você é morta por ser o que você é, isso realmente está errado. Agora, como um agravante por ela ter sido morta dentro de casa, como um agravante por ela ter sido morta pelo seu ex-marido, essas coisas aí, tudo bem."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original
Redação do Opinião 360.
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