Governador Otaviano Pivetta classifica proposta como eleitoreira e pede foco no combate ao crime organizado.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou sua desaprovação à proposta que visa acabar com a escala 6×1, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados. Pivetta classificou a discussão como "muito mais eleitoreira do que pró-trabalhador", destacando que a tramitação acelerada da proposta ocorre em um momento de pré-campanha eleitoral. Ele enfatizou que o Congresso Nacional deveria focar em pautas mais urgentes, como o combate ao crime organizado e a redução da interferência do Estado na economia.
Em suas declarações, Pivetta defendeu a liberdade econômica, afirmando que acordos entre trabalhadores, empregadores e sindicatos já funcionam adequadamente sob a legislação atual. "Nós já temos lei que chega, a opção é fazer com que as leis sejam cumpridas", disse. O governador criticou a falta de ações do governo federal para enfrentar o crime organizado, afirmando que não vê medidas eficazes para combater o que chamou de "Estado paralelo".
Pivetta também se referiu ao movimento de deputados que mudaram de posição sobre a proposta como "oportunismo", sugerindo que a intenção é se destacar em um tema polêmico. Apesar de suas críticas, ele afirmou que não pretende atuar politicamente junto ao Senado durante a tramitação da proposta, ressaltando que sua prioridade é cuidar do Estado.
O que aconteceu
O governador Otaviano Pivetta criticou a aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 na Câmara dos Deputados, chamando-a de eleitoreira.
Por que importa
Pivetta argumenta que o foco do governo deveria ser o combate ao crime organizado, não a intervenção econômica.
Pontos-chave
- Governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou a aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados.
- Pivetta afirmou que a proposta é mais eleitoreira do que pró-trabalhador.
- O governador defendeu a liberdade econômica e a negociação entre trabalhadores, empregadores e sindicatos.
- Ele cobrou ações do governo federal contra o crime organizado, que considera uma prioridade.
- Pivetta chamou o movimento dos deputados de oportunismo, especialmente em ano eleitoral.
Frases-chave
"Esse tipo de medida é muito mais eleitoreira do que pró-trabalhador. Primeiro, pelo ano que está sendo discutido isso, pelo galope que foi dado para votar. Não existe como o Estado querer impor regras."
"Onde precisa endurecer mesmo, que o governo tem que dar atenção e ir para cima, é no crime organizado e isso o governo federal não está fazendo."
"O oportunismo, é isso mesmo. O oportunismo quer aparecer num tema polêmico como esse."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original