Prefeito Abilio Brunini denuncia irregularidades na Secretaria Municipal de Educação.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) iniciou uma investigação sobre denúncias de superfaturamento e um possível rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. A promotora Lindalva Rodrigues Correa, da 13ª Promotoria Cível do Patrimônio Público e da Probidade, determinou a abertura do procedimento após o prefeito Abilio Brunini (PL) relatar que foram identificadas fraudes na pasta da Educação, possivelmente ocorridas durante a gestão do ex-secretário Amauri Monge.
Amauri Monge já havia enfrentado acusações de corrupção em 2018, quando era responsável pela Secretaria Regional de Educação do Consórcio de Desenvolvimento e Inovação do Norte do Paraná. A promotora solicitou esclarecimentos dos envolvidos e a documentação necessária para a apuração dos fatos. Em resposta às denúncias, a Câmara Municipal de Cuiabá decidiu abrir Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) para investigar as possíveis irregularidades.
Os pedidos de CPI foram protocolados por vereadores da base e da oposição, destacando indícios de contratações incompatíveis com os princípios da economicidade. O vereador Demilson Nogueira (PP) solicitou a criação da “CPI da Educação (Materiais Didáticos e Livros)” para investigar contratos administrativos e licitações, mencionando denúncias de livros vendidos a preços exorbitantes, que podem indicar superfaturamento. Por sua vez, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) busca apurar irregularidades em aquisições e serviços da Secretaria Municipal de Educação entre 2021 e 2026, incluindo problemas como a precariedade das escolas e atrasos na entrega de uniformes.
O que aconteceu
O Ministério Público de Mato Grosso abriu investigação sobre um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, denunciado pelo prefeito Abilio Brunini.
Por que importa
As denúncias de superfaturamento podem indicar fraudes significativas na gestão pública, levando a uma investigação aprofundada e à responsabilização dos envolvidos.
Números da matéria
- R$ 80 milhões — suposto rombo na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá
- 120 dias — prazo para a CPI proposta por Demilson Nogueira (PP)
Pontos-chave
- O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) investiga um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.
- O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), denunciou possíveis fraudes na gestão do ex-secretário da Educação, Amauri Monge.
- Duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) foram abertas na Câmara de Cuiabá para investigar possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Educação.
- O vereador Demilson Nogueira (PP) protocolou um pedido de CPI focado na investigação de materiais didáticos e livros.
- A vereadora Maysa Leão (Republicanos) busca investigar aquisições e serviços da Secretaria Municipal de Educação entre os anos de 2021 e 2026.
Frases-chave
"Há indícios de contratações potencialmente incompatíveis com os princípios da economicidade e da razoabilidade administrativa" – Demilson Nogueira (PP), integrante da base do prefeito.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original