Grupo Cohen enfrenta crise financeira devido a fatores climáticos e de mercado.
A Justiça de Mato Grosso deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Cohen, um conglomerado familiar que atua em setores como agronegócio, construção civil, logística e extração mineral. A decisão foi proferida pela juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop, no dia 18 de maio, e beneficia produtores rurais e empresas localizadas em Alta Floresta, Carlinda e Paranaíta. O grupo declarou um passivo de R$ 21,6 milhões, alegando enfrentar uma crise financeira severa, exacerbada por fatores como estiagem irregular, altas temperaturas, queda nos preços das commodities agrícolas e aumento dos custos de produção. Essas dificuldades foram intensificadas pela elevação do endividamento rural e pela redução do acesso ao crédito, levando a tentativas frustradas de reestruturação financeira por meio de financiamentos e vendas de propriedades.
Na decisão, a juíza reconheceu que o Grupo Cohen atendeu aos requisitos da Lei de Recuperação Judicial e Falências, um entendimento que se alinha a decisões recentes em casos semelhantes no agronegócio mato-grossense. Para administrar o processo, foi nomeada a empresa Jorge Gonso Consultoria Empresarial, que receberá cerca de R$ 232 mil, divididos em 24 parcelas. Com a aprovação do processamento, todas as ações e execuções contra o grupo estão suspensas por 180 dias, um período conhecido como “stay period”, durante o qual os devedores devem apresentar um plano de recuperação judicial. Este plano incluirá propostas de pagamento aos credores e medidas de reorganização financeira.
Além disso, a decisão determinou que a minuta do edital de credores seja apresentada em 24 horas, os contratos de alienação fiduciária pendentes sejam entregues em até 15 dias e que relatórios financeiros mensais sejam enviados à administração judicial até o dia 20 de cada mês. O processamento foi deferido em consolidação processual e substancial, o que implica que todos os requerentes apresentarão um plano único de recuperação aos credores. O caso está sendo conduzido pelo escritório Mestre Medeiros Advogados Associados.
O que aconteceu
A Justiça de Mato Grosso deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Cohen, que possui dívidas de R$ 21,6 milhões.
Por que importa
A decisão é crucial para a sobrevivência do grupo, que enfrenta uma crise financeira severa devido a fatores climáticos e de mercado.
Números da matéria
- R$ 21,6 milhões — passivo do Grupo Cohen
- R$ 232 mil — remuneração da administradora judicial
- 180 dias — período de suspensão de ações contra o grupo
Pontos-chave
- A Justiça de Mato Grosso deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Cohen, que possui um passivo de R$ 21,6 milhões.
- A decisão foi assinada pela juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop, em 18 de maio.
- O Grupo Cohen enfrenta uma crise financeira devido a fatores climáticos e de mercado, como estiagem irregular, altas temperaturas, queda nos preços das commodities agrícolas e aumento expressivo dos custos de produção.
- A empresa Jorge Gonso Consultoria Empresarial foi nomeada como administradora judicial, recebendo aproximadamente R$ 232 mil, valor dividido em 24 parcelas.
- Durante 180 dias, ficam suspensas todas as ações e execuções movidas contra os integrantes do Grupo Cohen enquanto um plano de recuperação é elaborado.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original