Juiz mantém recuperação judicial da Root Brasil e nega embargos do Bradesco
O juiz Márcio Aparecido Guedes manteve a recuperação judicial da Root Brasil, rejeitando embargos do Bradesco.

A Root Brasil deve apresentar um plano de recuperação em 60 dias após a decisão judicial.
O juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, decidiu manter a recuperação judicial da Root Brasil, rejeitando os embargos apresentados pelo Banco Bradesco. A empresa, que busca renegociar R$ 134.102.657,23 em dívidas, argumentou que sua crise foi causada por fatores externos, incluindo o aumento das taxas de juros e um vendaval que danificou suas instalações, paralisando suas operações por 90 dias.
A Root Brasil, localizada no Distrito Industrial de Cuiabá e atuando no processamento de soja desde 2017, possui uma planta de mais de 20 mil metros quadrados e emprega mais de 160 funcionários. O juiz fundamentou sua decisão na necessidade de preservar a função social da empresa, garantindo a manutenção de bens essenciais, como maquinários de grande porte, que são cruciais para suas operações. Essa proteção impede que credores executem esses ativos durante o período de blindagem jurídica.
O Banco Bradesco contestou a decisão, alegando que a declaração de essencialidade dos bens foi feita de forma genérica e sem individualização. No entanto, o juiz constatou que a análise técnica demonstrou a importância desses ativos para a continuidade das operações da Root Brasil. Com a decisão, a empresa terá um prazo de 180 dias de proteção e deverá apresentar um plano de recuperação em 60 dias.
O juiz Márcio Aparecido Guedes manteve a recuperação judicial da Root Brasil, rejeitando embargos do Banco Bradesco.
A decisão é crucial para a continuidade das operações da Root Brasil, que enfrenta uma crise financeira significativa.
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Pontos-chave
- O juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, manteve a recuperação judicial da empresa Root Brasil, rejeitando embargos do Banco Bradesco.
- A Root Brasil busca renegociar R$ 134.102.657,23 em dívidas devido a uma crise financeira e danos causados por um vendaval.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original
Redação do Opinião 360.
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