Margareth Buzetti e Edna Sampaio debatem feminicídio e políticas públicas em videocast.
No videocast Olhar em Debate, a suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT) e a suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) discutiram a violência contra mulheres e o feminicídio, destacando a falta de cooperação entre os níveis de governo. Edna Sampaio afirmou que as disputas políticas dificultam a implementação de políticas públicas e criticou a ruptura do diálogo federativo, ressaltando que o governo federal depende da adesão de estados e municípios para que as políticas cheguem à população. Ela também mencionou que a radicalização ideológica em Mato Grosso tem gerado um ambiente de exclusão e discursos de ódio.
Margareth Buzetti, por sua vez, relatou que se sentiu desrespeitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não ter sido convidada para a sanção de leis que ela mesma propôs, as quais visam proteger mulheres e crianças. Ela interpretou essa exclusão como uma falta de respeito institucional e uma evidência da desigualdade enfrentada por mulheres nos espaços de poder. Buzetti criticou ainda a baixa participação feminina nas agendas oficiais do governo, citando um evento em que a ministra das Mulheres foi quase ignorada.
Edna lamentou os episódios narrados por Margareth, mas enfatizou que o foco do debate deve ser a execução das políticas públicas e o funcionamento do pacto federativo. Ela defendeu que o presidente Lula representa todos os brasileiros, independentemente de suas preferências partidárias, e que o machismo é um problema que permeia todos os espectros políticos e sociais, pedindo uma reflexão coletiva sobre a questão.
Pontos-chave
- Edna Sampaio (PT) criticou a falta de cooperação entre União, estados e municípios na execução de políticas públicas de combate ao feminicídio.
- Margareth Buzetti (PP) afirmou ter sido desrespeitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao não ser convidada para sanções de leis que ela propôs relacionadas ao combate ao feminicídio.
- Ambas as suplentes concordaram que as disputas políticas prejudicam a implementação de políticas de combate ao feminicídio.
- Edna Sampaio destacou a radicalização ideológica em Mato Grosso como um fator que agrava a exclusão e a violência.
- Margareth Buzetti criticou a baixa participação feminina em eventos oficiais do governo federal, citando um evento de lançamento do pacto nacional contra o feminicídio.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original