Prefeito de Cuiabá afirma que compras podem ter custado até R$ 80 milhões e suspende pagamentos.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), revelou nesta quinta-feira (28) que investigações estão em andamento sobre denúncias de que várias escolas municipais possuem uma quantidade de materiais didáticos superior ao número de alunos matriculados. Segundo Abilio, a Prefeitura está apurando possíveis excessos nas compras realizadas durante a gestão do ex-secretário de Educação, Amauri Monge. Ele destacou que as compras podem ter chegado a R$ 80 milhões e que os pagamentos relacionados a esses contratos foram suspensos até que as auditorias sejam concluídas.
"Muitas escolas têm mais material do que alunos. Então, a gente vai investigar essa situação. Como que vai empurrando material para as escolas?", questionou o prefeito. Ele também afirmou que aguarda um parecer da Controladoria Geral do Município para decidir o que fazer com os materiais já adquiridos e armazenados. Abilio enfatizou que não pretende distribuir os materiais enquanto houver suspeitas sobre a legalidade das compras, afirmando: "Eu não vou sair distribuindo livro aí só porque o cara comprou".
O prefeito mencionou que já houve entrega de parte dos materiais, mas que há relatos de excesso de estoque em diversas escolas. Ele declarou que a rede municipal atende atualmente cerca de 72 mil alunos, incluindo unidades filantrópicas conveniadas. Abilio criticou a gestão anterior, ironizando que, com a quantidade de materiais adquiridos, "para cada aluno desse aí, tem uma biblioteca em casa invejável".
Amauri Monge, por sua vez, nega irregularidades e afirma que os contratos envolviam soluções pedagógicas completas, com análise técnica da Procuradoria-Geral do Município e da Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos. Abilio, no entanto, afirmou que não está acusando Amauri por um suposto rombo na Educação, mas busca entender a motivação por trás das compras.
O que aconteceu
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou investigações sobre denúncias de excesso de materiais didáticos nas escolas municipais, que podem ter custado até R$ 80 milhões.
Por que importa
As compras realizadas durante a gestão do ex-secretário de Educação, Amauri Monge, levantam questões sobre a legalidade e a necessidade dos materiais adquiridos, impactando a gestão atual e a confiança pública.
Números da matéria
- R$ 80 milhões — custo potencial das compras de materiais didáticos
- 72 mil — número de alunos atendidos pela rede municipal
- 28 de maio de 2026 — data das declarações de Abilio Brunini sobre as investigações
Pontos-chave
- Abilio Brunini (PL) investiga denúncias de excesso de materiais didáticos nas escolas de Cuiabá.
- As compras de materiais didáticos podem ter custado até R$ 80 milhões e os pagamentos foram suspensos.
- A rede municipal de Cuiabá atende cerca de 72 mil alunos, incluindo unidades filantrópicas.
- Abilio afirmou que não distribuirá materiais enquanto houver suspeitas sobre a legalidade das compras.
- Amauri Monge nega irregularidades nas aquisições realizadas durante sua gestão.
Frases-chave
"Muitas escolas têm mais material do que alunos. Então, a gente vai investigar essa situação."
"Eu não vou sair distribuindo livro aí só porque o cara comprou."
"Com certeza foi comprado mais material do que isso. Só de kits, por exemplo, se você comprou quatro, cinco kits, você comprou quatro, cinco vezes mais do que a quantidade de alunos."
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original