PGR denuncia lobista e dois funcionários do STJ por venda de decisões judiciais
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou lobista e dois assessores do STJ por corrupção.
Denúncia é a primeira formal sobre esquema de corrupção no STJ, iniciado em 2024.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e dois assessores do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Márcio Toledo Pinto e Daimler Alberto de Campos, sob a acusação de venda de decisões judiciais. Os três foram denunciados por crimes de corrupção, violação de sigilo e organização criminosa, sendo esta a primeira acusação formal resultante da investigação sobre um suposto esquema de corrupção no STJ, iniciado em novembro de 2024 na Operação Sisamnes.
A defesa de Andreson, representada pelo advogado Eugênio Pacelli, argumentou que a denúncia evidencia a incompetência do STF para julgar o caso, afirmando que a defesa se manifestará apenas no processo. Os dois assessores do STJ, que atuaram nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Galotti, também se manifestaram. Márcio Toledo Pinto já foi exonerado, enquanto Daimler Alberto de Campos está afastado desde o início das investigações. A defesa de Daimler classificou a denúncia como “teratológica”, alegando que uma sindicância anterior já havia afastado sua responsabilidade.
Na denúncia, a PGR alega que os denunciados integraram uma organização criminosa com o objetivo de obter vantagens financeiras ilícitas em troca de interferências em decisões judiciais. O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves atuava como intermediário entre advogados e assessores do STJ, comprando decisões e obtendo informações privilegiadas sobre processos, especialmente em disputas de terra em Mato Grosso. A investigação começou após a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado no final de 2023, que indicou tratativas de compra de decisões.
A PGR também denunciou a esposa de Andreson, a advogada Mirian Ribeiro, por lavagem de dinheiro, após a identificação de um pagamento de pelo menos R$ 5 milhões de uma empresa do lobista a Márcio Toledo Pinto, através de uma empresa registrada em nome dela. A defesa de Mirian não se manifestou até o momento. A denúncia menciona que, embora não haja provas diretas de pagamentos de propina a Daimler, sua participação é indicada por um conjunto de evidências que ligam seu trabalho como chefe de gabinete à gestão de processos no STJ, sugerindo que sua atuação poderia ter impactado a distribuição e movimentação de processos judiciais.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou um lobista e dois assessores do STJ por venda de decisões judiciais.
A denúncia revela um suposto esquema de corrupção no STJ, afetando a confiança nas instituições judiciais.
Números da matéria
Pontos-chave
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Andreson de Oliveira Gonçalves e dois assessores do STJ por corrupção.
- A denúncia é a primeira formal decorrente da investigação sobre um esquema de venda de decisões no STJ, iniciado em 2024.
- Os assessores denunciados, Márcio Toledo Pinto e Daimler Alberto de Campos, atuaram nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Galotti.
- A investigação revelou que Andreson comprou decisões e obteve informações antecipadas sobre processos judiciais.
- A esposa de Andreson, Mirian Ribeiro, também foi denunciada por lavagem de dinheiro.
Frases-chave
"A defesa se manifestará apenas no processo, como convém ao sistema de Justiça" — Eugênio Pacelli, advogado de Andreson.
"Basta verificar que a sindicância promovida pelo STJ havia afastado sua responsabilidade" — Bernardo Fenelon, advogado de Daimler.
"ANDRESON DE OLIVEIRA GONÇALVES atuava como principal eixo de intermediação junto aos Tribunais sediados em Brasília." — Paulo Gonet.
Fonte original: Isso e Noticia – Politica — leia a matéria completa no site original
Redação do Opinião 360.
Mais em Política
Ver editoriaUFMT suspende aulas para facilitar retorno de alunos para votação
Universidade Federal de Mato Grosso suspende atividades para garantir que alunos votem no segundo turno.
Câmara MunicipalCâmara Municipal de Cuiabá homenageia jornalista Lauristela Guimarães com sala de imprensa
Projeto de resolução denomina sala de imprensa em homenagem à jornalista Lauristela Guimarães Araújo.
PolíticaMobilização da direita em MT reúne prefeitos em apoio a Flávio Bolsonaro
Evento em Cuiabá visa fortalecer apoio ao candidato no segundo turno das eleições.

