Atlas da Violência revela aumento da violência juvenil em Mato Grosso, alerta Pedro Taques
Pedro Taques destaca aumento da violência juvenil em Mato Grosso, com 57,2 homicídios por 100 mil jovens.
Taxa de homicídios entre jovens em Mato Grosso é de 57,2 por 100 mil, acima da média nacional.
Os dados do Atlas da Violência 2024, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), evidenciam um cenário alarmante em Mato Grosso, onde a violência letal entre jovens tem crescido de forma preocupante. O ex-governador Pedro Taques, que também é advogado e presidente estadual do PSB, destaca que a taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos no estado é de 57,2 por 100 mil, significativamente acima da média nacional de 42,2. Essa situação reflete o enfraquecimento da presença do Estado em áreas vulneráveis e a falta de efetivo policial adequado.
Taques, que já atuou como Procurador da República no combate ao crime organizado, está judicialmente representando candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar de Mato Grosso de 2022, que ainda aguardam convocação. Ele argumenta que o déficit atual de mais de 6 mil policiais compromete diretamente o combate à criminalidade e ao avanço das facções criminosas no estado. "Mato Grosso vive hoje uma crise estrutural na segurança pública. Falta efetivo, faltam investimentos permanentes em inteligência e prevenção, enquanto os indicadores de violência continuam crescendo, especialmente entre jovens pobres e periféricos", afirma Taques.
A comparação com outros estados revela a gravidade da situação. Taques menciona que a Paraíba, que poderia caber cerca de 16 vezes dentro de Mato Grosso, possui aproximadamente 2 mil policiais a mais. Ele ressalta que Mato Grosso enfrenta um desafio adicional devido à sua extensa fronteira seca com a Bolívia, uma rota significativa para o tráfico internacional de drogas e armas, o que não ocorre na Paraíba.
Além disso, Taques observa que, apesar do crescimento populacional e do aumento da complexidade da criminalidade, o efetivo da Polícia Militar em Mato Grosso diminuiu. Em 2016, o estado contava com cerca de 8,2 mil policiais, número que caiu para aproximadamente 7 mil atualmente. Essa redução no efetivo, em um contexto de crescimento populacional e aumento das facções criminosas, contribui para a sensação de insegurança entre a população.
O Atlas da Violência 2024 revela que Mato Grosso tem uma taxa de homicídios de 57,2 por 100 mil jovens, acima da média nacional de 42,2.
O aumento da violência juvenil em Mato Grosso reflete o déficit de efetivo policial e a presença de facções criminosas, comprometendo a segurança pública.
Números da matéria
Pontos-chave
- Pedro Taques destaca que Mato Grosso tem uma taxa de 57,2 homicídios por 100 mil jovens entre 15 e 29 anos.
- O ex-governador representa candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar de Mato Grosso de 2022 que aguardam convocação.
- O déficit atual de policiais militares em Mato Grosso ultrapassa 6 mil, comprometendo a segurança pública.
- Em 2016, Mato Grosso tinha cerca de 8,2 mil policiais militares, número que caiu para cerca de 7 mil atualmente.
- A Paraíba possui aproximadamente 2 mil policiais a mais que Mato Grosso, apesar de sua menor extensão territorial.
Frases-chave
"Mato Grosso vive hoje uma crise estrutural na segurança pública."
"Falta efetivo, faltam investimentos permanentes em inteligência e prevenção."
"Cabem cerca de 16 estados da Paraíba dentro de Mato Grosso, mas a Paraíba possui aproximadamente 2 mil policiais a mais."
"O efetivo policial diminuiu, isso ajuda a explicar a sensação de insegurança vivida pela população."
Fonte original: Isso e Noticia – Politica — leia a matéria completa no site original
Redação do Opinião 360.
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