Sindicalistas foram condenados por assassinato motivado por desvios financeiros no sindicato.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação de 29 anos para os sindicalistas Adianor Farias da Costa e Joemir Ermenegidio Siqueira, responsáveis pelo assassinato do advogado Antônio Padilha de Carvalho, ocorrido em 4 de dezembro de 2019. O crime, que foi motivado por desvios financeiros no Sindicato dos Trabalhadores de Movimentação de Mercadoria (Sintram), foi executado em via pública, quando a vítima foi abordada e morta a tiros por dois motoqueiros enquanto aguardava em um semáforo na Rua Benedito de Camargo, esquina com a Avenida dos Trabalhadores.
Adianor, ex-presidente do sindicato, e Joemir, membro da gestão, foram condenados pelo Tribunal do Júri no ano passado. Eles apresentaram apelação ao TJMT, que, em acórdão publicado em 26 de maio de 2026, rejeitou o recurso por unanimidade. O desembargador Ricardo Almeida, relator do caso, destacou a premeditação do crime e a execução em via pública como fatores que justificam o aumento da pena. Os condenados alegaram que o veredito foi contrário às provas, mas o tribunal reafirmou a robustez das evidências, incluindo dados de geolocalização e interceptações telemáticas que demonstraram o planejamento do assassinato.
Além de Adianor e Joemir, Rafael de Almeida Saraiva foi denunciado por suposto auxílio no crime, enquanto Alisson Tiago de Assis Silva e Isaimara Oliveira Arcanjo Assis foram acusados de falso testemunho, após interceptações telefônicas revelarem um alinhamento de versões para ocultar a verdade. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do homicídio por parte de Adianor e Joemir, enquanto Rafael não teve sua participação reconhecida.
Na dosimetria da pena, o juízo considerou a culpabilidade e as circunstâncias do crime, fixando a pena-base em 16 anos e seis meses. Após aplicar agravantes, a pena total para cada um dos condenados foi de 29 anos e quatro meses de reclusão. O caso destaca a gravidade da violência associada a disputas internas em sindicatos e a necessidade de responsabilização dos envolvidos em crimes dessa natureza.
O que aconteceu
O TJMT confirmou a condenação de 29 anos para Adianor Farias e Joemir Siqueira pelo assassinato do advogado Antônio Padilha.
Por que importa
O caso revela a violência e corrupção dentro de sindicatos, destacando a necessidade de justiça.
Números da matéria
- 29 anos — pena de prisão para Adianor Farias da Costa e Joemir Ermenegidio Siqueira
- 4 de dezembro de 2019 — data do assassinato de Antônio Padilha de Carvalho
- 16 anos e 6 meses — pena-base fixada antes das agravantes
- 5 anos e 6 meses — aumento da pena por agravantes
- 1/3 — aumento da pena pela idade da vítima ser maior de 60 anos
Pontos-chave
- Adianor Farias e Joemir Siqueira foram condenados a 29 anos de prisão.
- O assassinato de Antônio Padilha ocorreu em dezembro de 2019.
- O crime foi motivado por desvios financeiros no sindicato.
- O TJMT rejeitou a apelação dos condenados por unanimidade.
- Provas robustas, como geolocalização, sustentaram a condenação.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original