Justiça determina prazo para correção de insalubridade em cadeia feminina de MT
A Justiça deu 90 dias para o Governo de MT corrigir problemas na Cadeia Pública Feminina de Cáceres.

O local apresenta problemas estruturais, sanitários e de segurança que afetam tanto os servidores quanto as detentas da unidade. Reprodução O Governo de Mato Grosso terá até 90 dias para apresentar um plano de correção dos problemas estruturais, sanitários e de segurança da Cadeia Pública Feminina de Cáceres. A determinação foi assinada pela juíza Raíssa da Silva Santos Amaral, da 4ª Vara Cível do município, após ação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou riscos à saúde e à segurança de detentas e servidores da unidade. Segundo o processo, o Ministério Público apontou riscos à saúde e à segurança das detentas e dos servidores da unidade. A magistrada entendeu que o Estado foi omisso ao não garantir condições mínimas de funcionamento no local. Na decisão, o governo foi obrigado a apresentar um cronograma detalhado com as obras e medidas necessárias para resolver os problemas identificados. Além disso, o Estado também precisará apresentar relatórios a cada 60 dias para comprovar o andamento das medidas adotadas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Problemas identificados Segundo a sentença, inspeções realizadas por órgãos técnicos identificaram que o local apresenta problemas estruturais, sanitários e de segurança que afetam tanto os servidores quanto as detentas da unidade. Entre eles: Problemas que afetam os agentes e servidores Falta de projeto de prevenção contra incêndio; Ausência de alvará do Corpo de Bombeiros; Falta de sinalização de emergência e iluminação adequada em caso de incêndio; Rede elétrica precária, com fios expostos e risco de choque e curto-circuito; Alojamentos dos agentes em condições inadequadas, com infiltrações, teto danificado e banheiros sem manutenção; Salas administrativas com infiltrações, forros quebrados e paredes deterioradas; Área da guarita sem manutenção e em condições insalubres; Calçadas quebradas e locais sem pavimentação, o que dificulta a circulação na unidade. Problemas que afetam diretamente as detentas Ambiente considerado insalubre pela Vigilância Sanitária; Acúmulo inadequado de lixo e resíduos orgânicos; Vazamentos, infiltrações e presença de mofo em paredes e tetos; Caixa d’água com falta de manutenção e sem comprovação de limpeza; Estrutura deteriorada, com paredes descascadas e espaços sem reparos; Presença de entulhos, materiais abandonados e objetos em desuso espalhados pela unidade; Falta de espaço adequado para atendimento social; Ausência de unidade materno-infantil para mulheres presas e seus filhos; Sala usada como possível sala de aula em condições precárias, com forro quebrado e necessidade de reparos; Risco à saúde e à segurança devido à falta de manutenção geral da estrutura. O plano apresentado deverá incluir prazos, estimativa de custos, fontes de recursos e os responsáveis pela execução das ações.
Fonte original: G1 — ler no site original
Andre Rees
Ver matériasRedação do Opinião 360.
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