Grupo criminoso vendia imagens pornográficas de estudantes por até R$ 120; 30 vítimas foram identificadas.
A Polícia Civil deflagrou a "Operação Proteção Máxima" na manhã de 27 de maio de 2026, desmantelando um grupo criminoso que explorava sexualmente estudantes em Juína, Mato Grosso. Dois adolescentes de 15 anos foram identificados como membros da quadrilha, que criava e vendia fotos e vídeos pornográficos de estudantes, utilizando principalmente o Telegram para a comercialização. Os preços variavam de R$ 30 por foto a até R$ 120 por vídeo.
A investigação revelou que os criminosos utilizavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos pornográficos com aparência realista, dificultando a identificação das fraudes. A polícia coletou extratos bancários que indicavam movimentações financeiras compatíveis com atividades ilícitas, com recebimentos frequentes e uma diversidade de remetentes, corroborando as conversas obtidas durante a apuração.
Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas, a maioria adolescentes de duas escolas particulares e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Os suspeitos armazenavam os conteúdos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilhá-los com terceiros. A investigação apontou uma organização mínima entre os envolvidos, com divisão de tarefas e planejamento financeiro.
Os criminosos também utilizavam perfis falsos em redes sociais, criando identidades femininas fictícias para divulgar os conteúdos ilícitos e simular legitimidade nas interações com potenciais compradores. O Facebook foi identificado como a principal plataforma utilizada para essas atividades.
A operação resultou no cumprimento de três mandados judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de ações mais rigorosas contra a exploração sexual de menores na internet.
O que aconteceu
Dois adolescentes de 15 anos foram identificados como membros de uma quadrilha que fabricava e vendia pornografia de estudantes em Juína, com preços que variavam de R$ 30 a R$ 120.
Por que importa
A operação revela a gravidade da exploração sexual de menores na internet e o uso de tecnologias avançadas para cometer crimes.
Números da matéria
- R$ 30 — preço de cada foto pornográfica vendida
- R$ 120 — preço de cada vídeo pornográfico vendido
- 30 — número de vítimas identificadas
- 3 — número de mandados judiciais cumpridos
Pontos-chave
- Dois adolescentes de 15 anos foram identificados em uma quadrilha de pornografia.
- O grupo vendia imagens pornográficas de estudantes por até R$ 120.
- Cerca de 30 vítimas foram identificadas, a maioria adolescentes.
- Os suspeitos usavam inteligência artificial para criar conteúdos falsos.
- A operação resultou em três mandados judiciais cumpridos em diferentes cidades.
Fonte original: Olhar Direto — leia a matéria completa no site original